segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mobiliário egípcio e demais curiosidades


EGITO
A sociedade egípcia era heterogênea, divida em 3 principais classes:
1. Faraó e sua família;
2. Nobreza (detentora real das terras), Escribas (burocratas) e o Clero (sacerdotes);
3. Felás (camponeses, trabalham presos a terra e em obras públicas);
A arte egípcia era totalmente dedicada à vida religiosa, vida pós morte. A existência de múmias dentro de sarcófagos era para melhor proteger os corpos, tendo em vista a crença que o ser  humano ser formado por Ká (o corpo) e por Rá (a alma). A alma tinha que possuir um corpo para voltar (múmia) ou outra alternativa, como esculturas, pinturas, etc. Esta crença influenciou em todos campos da arte como arquitetura, escultura, pintura e mobiliário.
Na arquitetura, as características mais marcantes são a solidez e a durabilidade, o sentimento de eternidade e o aspecto misterioso e impenetrável. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos, construídos em pedra e divididos em três categorias: Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó; Mastaba - túmulo para a nobreza; e Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.
As casas e palácios eram feitos de tijolos.

MÓVEIS NO EGITO
Possuir móveis indica um nível cultural superior ao de mera subsistência, que supõe o abandono de hábitos e atitudes primitivos.
No princípio da era dinástica – cerca de 3100 a.C. – já tinham sido inventados a cama, a cadeira e o banco, a mesa e a arca. Se bem que se tenham conservado muito poucas peças de mobiliário dessa época tão recuada, o costume egípcio de fornecer aos mortos todos os objetos de que se serviam vivos e o clima seco da região permitiram a sobrevivência de algumas dessas peças.
As peças de mobiliário do princípio da era dinástica – cerca de 3100 até 2686 a.C. – de que se conserva o maior número de exemplares é armação de leito. Essas armações vão das mais simples, constituídas por pernas e partes laterais unidas por meio de correias, a camas feitas de quatro peças de madeira encaixada em ângulos curiosos.


 
As camas recebiam decorações nos pés para entreter quem estivesse deitado.  Alguns modelos recebiam incrustações nos pés. 

ENCAIXES
Camas de partes laterais e cabeceiras encaixadas por meio de juntas perfeitas de espiga e encaixe, de pernas em forma de pata de touro, encaixadas na armação da cama e fixas com correias, apresentando os lados da armação fendas por onde passavam as correias que formavam o fundo da cama.

Arcas ensambladas e blocos de madeira escavados serviam de contentores. As mesas tanto podiam ser talhadas num único bloco de madeira ou pedra, como construídas à maneira de uma mesa baixa moderna, ou seja, com pernas direitas independentes encaixadas no tampo; algumas tem travessas entre as pernas, para efeitos decorativos.

No seu conjunto, os móveis de assento eram provavelmente mais baixos que o mobiliário do século XX, em parte porque os egípcios eram baixos, em parte porque a posição em que se sentavam em divãs aproximava-se mais da posição de agachado que a de sentado. Esta crença influenciou em todos campos da arte como arquitetura, escultura, pintura e mobiliário.
Conservaram-se muito poucas peças de mobiliário do Império Antigo – cerca de 2686 – 2181 a.C. Mas possuímos alguns modelos ou peças de mobiliário fundidas em metal para os túmulos, e conservaram-se muitas e excelentes pinturas murais representando móveis.
As imagens abaixo são de móveis encontrados no túmulo da rainha Heteferes, mulher de Sneferu e mãe de Quéops, o construtor da Grande Pirâmide. O túmulo aberto em 1925, continha os restos de uma cama, duas cadeiras de braços, uma liteira, um apoio para cabeça, um dossel que servia também de biombo e duas arcas. A madeira de que a mobília era feita estava reduzida a pó, mas as peças tinham sido embutidas e revestidas de placas de ouro martelado cujas posições no túmulo foram registradas com tão grande exatidão que se tornou possível reconstituir parte da mobília.





A seguir temos imagens de outros móveis egípcios também encontrados em templos e túmulos.





CURIOSIDADES SOBRE O POVO EGÍPCIO

-Os Faraós não podiam tirar o “nemes” (coroa ou toucado), para que ninguém visse seus cabelos.
-Pepi II do Egito, passava mel nos corpos dos escravos para atrair as moscas e afastar de perto dele.
-No Egito todos usavam maquiagem. O egípcios acreditavam que, com a maquiagem teriam o poder da cura.
-O antigo povo do Egito usava Pães para curar infecções.
-A vestimenta na época era diferente. As mulheres usavam vestidos, os homens saias, e as crianças não precisavam usar roupa até a adolescência, por causa do calor muito intenso.
- Os egípcios dormiam com o pescoço erguido sobre um apoio pois eles acreditavam que se o corpo ficasse junto a cabeça eles poderiam ir para o mundo dos mortos. 

- Até hoje há um mistério sobre a destruição do nariz da esfinge. Dizem as lendas que o nariz foi retirado por causa de balas de canhão da artilharia de Napoleão Bonaparte.
- Os egípcios acreditavam que quando os corpos eram mumificados a parte interna teria que ser removido pelo nariz. Cada parte retirada tinha um jarro específico. Apenas o coração permanecia, pois os egípcios acreditavam que ele era a casa da alma.
- Os ricos usavam perucas e já os mais pobres tinham que usar cabelos longos que eram amarrados como rabo de porco. Os meninos egípcios até os doze anos tinham que raspar a cabeça sempre, para que ficassem protegidos de piolhos e pulgas.
- No Egito antigo  quem matasse um gato era condenado a morte. Os felinos eram venerados como caçadores e foram divinizados como uma encarnação da deusa Bastet.
- Os egípcios, por volta de 2800 a.C., já usavam um anel para simbolizar o laço matrimonial.

- Os egípcios acreditavam em vários deuses, abaixo fizemos uma seleção com os mais importantes e conhecidos.
 




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